EU PRECISO ESCREVER.
Foi o que escrevi na parte de trás do meu caderno. Não podia mais evitar. Não podia mais fugir. Não conseguia mais escapar. Era chegada a hora de enfrentar meus medos, sentar em frente ao computador e botar os dedos para agir. Se eu estava com medo? Sim, estava, mas estava começando a não me importar. Precisei de vários gritos de coragem, precisei de várias lágrimas, precisei me derramar de várias formas, e agora me derramo em palavras.
Não sei nem mesmo o que escrever. Não sei nem mesmo para onde ir. Não tinha personagens, então resolvi que o personagem seria eu. Eu, cru, nu. Sentado, indefeso. Meus sentimentos à mostra. Meu primeiro pensamento foi: será que eu consigo?
Estou aqui, espero que consiga ir em frente.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
Eu quero você como eu quero ♥
Fazer amor de madrugada
Em cima da cama, debaixo da escada
Amor com jeito de virada
Primeiro a patroa depois a empregada
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Books lift us up where we belong
Minha nova organização dos meus livros com destaque para a ordem crescente da esquerda para a direita (TOC feelings) e para os meus lindos Senhor dos Anéis que chegaram quarta-feira.
Aí tá faltando o livro que eu ganhei ontem no Amigo Secreto de """""final de ano""""" dos Sete.
Esse que eu fiquei superfeliz por ganhar e tal:
eu amei o filme e prevejo amar o livro e talz e ser bilionário também, risos
E aí
que eu tô lendo Orgulho e Preconceito e tô adorando. Sério mesmo. Eu, a Tang e a Murder tínhamos um certo trauma da Jane Austen por causa desse livro:
Que, como você poderiam constatar se a imagem fosse um pouquinho maior, é uma filha de uma puta de uma adaptação. Que nos fez odiar a tal Jane Austen por anos. E termos ânsia de vômito à menção do nome do livro ao lado e tal.
Então morra, Lídia Cavalcante-Luther. Morra.
Brincadeira.
O fato é que pouco a pouco o meu trauma de infância foi sendo superado por milhões de pessoas diferentes falando coisas lindas desse livro (incluindo minha professora amada do Yázigi e talz) e por um dia que eu assisti o filme e gostei bastante do que vi. Não só por causa do Mr. Darcy-não-sei-o-nome-do-ator e da Keira Knightley-SUALINDA, mas pela história, pela Inglaterra da época, pelas roupas, pela chuva... Pelo clima do filme em si, sabe?
Aí eu falei disso com o Átila, ele tinha o livro e me emprestou e estou com ele aqui, morrendo de amores.
atentem para o marca-página que na verdade é uma etiqueta da minha calça nova
Eu estou em, hmm, dois terços do livro, creio eu. Na página duzentos e pouco.
Tudo me cativa nesse livro. O ambiente, o tempo, os personagens. Cada um mais cativante que o outro (LIZZY, OI, JANE, OI, MR. DARCY, OI), cada um com suas qualidades nem tão perfeitas, todos vistos sob as lentes (na maior parte do tempo) nada condescendentes de Elizabeth Bennet.
Ela é irônica, sarcástica, mas nem por isso deixa de ser um docinho nas horas vagas. Ela tenta ser ao máximo realista e racional, ao passo que é inevitavelmente romântica. Ama ler, ama observar as pessoas e seus comportamentos, suas superficialidades, suas mentiras.
Com ela, não dá pra não cair no clichê do "era uma mulher a frente de seu tempo", porque ela definitivamente era — e a própria Jane Austen também, na verdade.
A mulher é tão foda em suceder fatos interessantes e que te fazem ficar curioso numa época tão chata que você nem percebe pra onde está sendo levado. Você só vai... e vai... Naquele climinha nublado... aqueles vestidos e aquelas carruagens...
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Retrospectiva Literária 2010
Eu me comprometi e estou aqui espremendo minha memória de merda pra lembrar dos livros que eu li. E eu tenho livros do meu lado que eu nem sei se eu li ano passado ou não. Mas let's move on.
- O livro infanto-juvenil de que mais gostei: Primeiros Dias, Scott Westerfeld, pelo que eu me lembre.
- A aventura que me tirou o fôlego: Gente, eu li O Símbolo Perdido ano passado? Se sim, that's it. Se não, acho que fico com os dois últimos livros de Vampire Diaries.
- O terror que me deixou sem dormir: Acho que o mais próximo que cheguei do terror foi Os Sete, que nem terminei, mas comecei em 2010. Vale?
- O suspense mais eletrizante: Repetir livros é meio brochante, mas é a vida. Acho que aqui é Os Sete de novo. É.
- O romance que me fez suspirar: Mais outro inacabado: Orgulho e Preconceito. Lê-lo está sendo uma experiência linda na vida e estou me sentindo uma senhorita do século XVIII. Mas se for por casal, acho que meu momento "awn" do ano foi com Percabeth em O Último Olimpiano.
- A saga que me conquistou: Vampire Diaries. Não esperava que isso acontecesse, mas aconteceu. Tô louco pra ler
Amanhecer(DIGO. ANOITECER). - O clássico que me marcou: Orgulho e Preconceito está me marcando por antecipação, mas se for pra falar dos já lidos... Acho que S. Bernardo. Eu realmente me apaixonei por S. Bernado e não saberia dizer direito por que.
- O livro que me fez refletir: Eu reli Nick&Norah ano passado, e ele me faz refletir pra caramba e tal. Mas dando prioridade aos que eu não tinha lido... Shit, não consigo pensar em nada. Prometo que se eu lembrar do livro que me fez pensar em 2010 eu faço um post sobre ele.
- O livro que me fez rir: Percy Jackson me cativa boa parte pelo humor e eu o amo e, é... O Último Olimpiano. Mas há de se destacar O Garoto da Casa ao Lado, oboviamente.
- O livro que me fez chorar: Tô quebrando a cabeça aqui pra pensar em um que eu não tivesse lido antes, mas só consigo pensar em Harry Potter 7, SEU LINDO.
- O melhor livro de fantasia: Repetindo livros e mostrando o quão pouco eu li em 2010: O Último Olimpiano ♥
- O livro que me decepcionou: não sou muito de me decepcionar com as coisas, porque não vou com muita expectativa, mas se algum livro chegou perto disso foi Últimos Dias. Não que eu não tenha gostado, veja bem, mas COMPARA COM PRIMEIROS DIAS, DUDE.
- O(a) personagem do ano: Cal, de Primeiros Dias (eu ia colocar a Lizzy Bennet, mas deixa ela pra 2011)
- O(a) autor(a) revelação: O autor que foi uma revelação PRA MIM... Scott Westerfeld. Para o mundo não sei, bah.
- O melhor livro nacional: Cara, não saberia dizer. Talvez O Sete. Talvez A Hora da Estrela ou Felicidade Clandestina, ou quem sabe S. Bernardo.
- O melhor livro que li em 2010: Minha memória ridícula não me permite dizer quando eu li A Sombra do Vento. Se foi ano passado, é ele que deve ficar aqui. Se não, é Primeiros Dias, hein.
Estou de mal-humor por um motivo que me escapa. Mas é basicamente isso.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Gente
Eu tô morrendo de saudade da Lady Murder. A Morg me chamou pra ir pra Livraria Cultura amanhã. É bom que ela vá, humpft.
É. Só isso.
Parei com os microposts.
É. Só isso.
Parei com os microposts.
sábado, 18 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Expressão
Eu tava com tanta vontade expressar minha opinião sobre alguma coisa. Qualquer coisa que fosse. Eu acho que eu nunca tinha sentido tão forte essa necessidade de colocar o que eu penso "no papel".
Aí eu postei no Blasé e eu me sinto TÃO aliviado. E, sei lá, orgulhoso do que eu escrevi. É uma sensação meio estranha. É um vazio bom. Porque tinha uma coisa me incomodando no peito, aí eu escrevi e postei e... A coisa me incomodando desaparece. E é uma sensação legal.
O ruim é que mesmo com quase ninguém lendo o blog, eu fico todo nervoso antes de postar. Relendo mil vezes. Argh, odeio minha insegurança em relação a essas coisas.
Mas eu estou feliz, no geral. Também porque eu vou comprar todos os livros de Senhor dos Anéis e tal...
É. Estou em paz com o mundo.
Aí eu postei no Blasé e eu me sinto TÃO aliviado. E, sei lá, orgulhoso do que eu escrevi. É uma sensação meio estranha. É um vazio bom. Porque tinha uma coisa me incomodando no peito, aí eu escrevi e postei e... A coisa me incomodando desaparece. E é uma sensação legal.
O ruim é que mesmo com quase ninguém lendo o blog, eu fico todo nervoso antes de postar. Relendo mil vezes. Argh, odeio minha insegurança em relação a essas coisas.
Mas eu estou feliz, no geral. Também porque eu vou comprar todos os livros de Senhor dos Anéis e tal...
É. Estou em paz com o mundo.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Oh, darling
Ele acorda bem cedo pra trabalhar e ela está ali, com os olhos voltados para o teto.
Ela não acorda. Ela não estava dormindo.
Um beijinho na testa, pra suavizar a manhã. Um "bom dia, amor" e logo depois um "bom trabalho".
Quando ele já está fechando a porta do quarto "você vem almoçar?"
"Talvez."
.
Ela talvez se levante dali a alguns minutos. A incontinência urinária não a deixa ficar deitada quieta por muito tempo.
Seu coração bate forte. Um chute. Uma lágrima imaginária percorre seu rosto. Não é a primeira vez que ele chuta. Não é a primeira vez que ele diz estou aqui, mas ela chora dentro do seu coração.
Passando por cima das pernas inchadas e das escadas impertinentes ela chega ao andar de baixo e à comida. Suas línguas devoram o café-da-manhã como quem sempre quer mais, um sorriso sempre na boca. Ela costumava ser tão leve, calma, branda, branca — com comida ela era demônio faminto. Demônio de sorrisinho de orelha a orelha, entende?
Aí ela escova os dentes e o fogo vai embora. Ela pensa em seu marido, ela pensa nele indo embora, mesmo que seja só por umas horas. Em algum lugar da sua cabeça ela pensa que seu bebê não pode ir embora, pelo menos não dentro de uns bons meses.
Ele é seu. Ela o envolve com os braços.
.
Quando ela vê, já está na hora do almoço e ela lambe os lábios com uma delicadeza vampiresca.
Antes e depois.
Aí ela vai trabalhar.
Mas só até janeiro, ela diz aos clientes, em janeiro eu não sei como vai ficar a minha vida.
Ela ouve, ouve, ouve e fala um pouco. Só um pouco. Ela sorri. Sim. Aquele sorriso compreensivo. Ela sorri e passa a mão pela barriga, como se para que ele ouvisse também.
.
(E foi assim que eu a conheci. Ela me ouve.)
.
E, BAM, já é noite, e ela só quer saber de sua cama e de tirar os sapatos muito, muito apertados.
Ele ainda não voltou.
Ela desliga as luzes, põe o ar-condicionado em uma temperatura amena, desliga a televisão e fecha os olhos.
Não dorme.
Não acorda.
O marido a beija na testa mais uma vez, sem saber que aquele seria um dia especial. Ela não sabe também — talvez sinta, talvez sinta o coraçãozinho em sua barriga dizendo que quer sair — então ela só diz bom dia amor e bom trabalho e você vem almoçar? sem saber que ela nem mesmo iria almoçar.
No fim daquele mesmo dia ela teria a recompensa em seus braços, a recompensa pelas noites não dormidas, pela bexiga espremida, pelos pés estufados nas sandálias.
E no fim daquele mesmo ano ela o teria olhando para ela do berço e o marido nem acordou ainda.
.
Bom dia, amor, ela diz, e não deseja um bom trabalho. Ela não pergunta também se ele vem almoçar porque, por enquanto — pelo menos por enquanto —, ele ainda era todinho dela.
Levantou-se, foi pé ante pé até o berço e o abraçou como fazia com a sua barriga. Ela sentiu o coraçãozinho batendo e as pernas sacudindo, querendo chegar ao chão.
.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
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